Como Funciona, Passo a Passo

Um protocolo operacional em quatro etapas, do depósito à liberação do lote.

A mesma metodologia que sustenta os indicadores apresentados a parceiros institucionais também garante a segurança e a qualidade do composto entregue aos produtores rurais.

1. Coleta e Pesagem Georreferenciada

Cada depósito é pesado, registrado com data e hora, e vinculado a um identificador único de usuário e ponto de coleta.

2. Compostagem em Fases Controladas

Monitoramento de temperatura ao longo das fases mesofílica, termofílica e de maturação, até a estabilização do composto.

3. Validação Agronômica por Lote

Análise físico-química antes da liberação, associando os parâmetros de qualidade ao lote de origem específico.

4. Auditoria e Transparência de Dados

Toda a cadeia registrada em um histórico auditável, base dos relatórios ESG e do Selo Rota Verde.

Etapa 1 — Coleta e pesagem georreferenciada

Cada Smart Bin identifica o usuário no momento do depósito, associando-o ao seu perfil no app Rota Verde. Um sensor de carga mede a massa do resíduo depositado, e o sistema grava data, hora e localização do ponto de coleta antes de liberar o cashback correspondente. Esse é o primeiro elo da cadeia de rastreabilidade: sem ele, nenhuma etapa posterior teria origem verificável.

Etapa 2 — Compostagem em fases controladas

Depois de coletado, o material segue para a central de tratamento, onde passa por três fases de decomposição. Na fase mesofílica, microrganismos iniciam a quebra da matéria orgânica em temperaturas moderadas. Na fase termofílica, a temperatura se eleva de forma controlada, o que ajuda a reduzir patógenos e sementes de plantas invasoras presentes no material. Por fim, a fase de maturação estabiliza o composto, reduzindo gradualmente a temperatura até que o material esteja pronto para uso agrícola — um processo acompanhado por monitoramento periódico, não apenas pelo tempo decorrido.

Etapa 3 — Validação agronômica por lote

Antes de qualquer lote ser liberado a um produtor, ele passa por análise físico-química que avalia parâmetros como umidade, pH e relação carbono/nitrogênio, além da verificação de ausência de contaminantes. O resultado dessa análise fica vinculado ao identificador do lote, de forma que qualquer questão de qualidade possa ser rastreada até sua origem exata — a Smart Bin, o intervalo de datas de coleta e o processo de tratamento que aquele material percorreu.

Etapa 4 — Auditoria e transparência de dados

Todos os eventos das três etapas anteriores — coleta, tratamento e validação — ficam registrados em um histórico auditável dentro da plataforma BioTech. Esse histórico é a base de dois produtos distintos: os relatórios de sustentabilidade fornecidos a parceiros institucionais, e o resumo simplificado exibido ao consumidor final através do Selo Rota Verde, quando aplicado a um alimento cultivado com o composto.

Por que isso importa: um selo ou um relatório ESG só têm valor se a cadeia de dados por trás deles for confiável. É por isso que a metodologia de validação por lote é o núcleo técnico do projeto — todo o resto (cashback, selo, relatórios) depende dela.

Veja como esses dados viram tecnologia acessível a parceiros.

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